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Iran Necho - Discurso sobre a posição de Dilma Roussef na ONU, sobre a quebra de patentes para remédios. [ 4:32 | 1.57 MB ] Play Now | Play in Popup | Download
No dia de hoje, a presidente Dilma lutou pela quebra de patente de medicamentos na abertura da Reunião sobre Doenças Crônicas, na ONU.
Ela afirmou ser favorável a essa quebra em casos de tratamento de doenças como a hipertensão e a diabetes.
A presidente disse ainda que 72% das causas não violentas de óbito entre pessoas com menos de 70 anos são por causa dessas doenças.
Tal postura, claro, trouxe a ira dos reacionários de plantão da mídia, gerando vários comentários em jornais tipicamente direitistas, como é o caso do “EstaLixão”.
O fato é que lutar contra a desiguldade social e por um padrão de vida superior para milhões de seres humanos não é apenas uma política absolutamente necessária, como um ato de cristandade.
Infelizmente, para alguns lustradores de coturnos civis, a democracia venceu na america latina, e não sairá nunca mais do poder.
O que resta para eles, é mesmo ladrar aqui e acolá para os ouvidos surdos da população, que conhece bem a retórica baixa do passado fascista deste país, isto sim uma vergonha.
Lutar por remédios essenciais gratuitos para a população é um grande ato de coragem contra o Lobby poderoso da industria. Algo que merece todo nosso respeito e apoio político.
AS NECESSIDADES DOS DIABÉTICOS E HIPERTENSOS
A hipertensão, bem como a diabetes, não apenas matam um contingente imenso de pessoas no Brasil, anualmente, como ainda, reduzem a qualidade de vida de milhões de seres humanos mundo afora, quer pelas caracteristicas da doença, quer pelo impacto financeiro extremamente pesado, daqueles que são obrigados a comprar remédios de uso diário, mesmo sem ter condições.
É muito fácil, do alto de um escritório de luxo, gritar contra a quebra das patentes dos gigantes da medicina norte-americanos, quando existem idosos em todos os cantos deste país afora, desamparados, lutando dia a dia, na dura decisão entre comprar um pão, um leite, ou comprar um remédio.
Não se pode, num contexto de uma sociedade civilizada, conceber que deixemos milhões de seres humanos jogados à própria sorte sob a alegação de custos de tratamento ou lucros da industria internacional. Essa “cartilha”, pertence aos liberais de plantão, para os quais um estado de “mínimo a inexistente” seria o ideal para a implementação de sua visão capitalista, delirante e desumana.
A ironia é: muitos “senhores de engenho” atuais se esquecem de que, eventualmente, suas ações na bolsa de valores podem cair, e um dia podem vir a necessitar da assistência social do governo. Isso é um fato.
Outro fato, e este incontestável, é que 35% da população brasileira acima de 40 anos de idade conta com algum nível de hipertensão. Um quadro que por si apenas reclamaria uma política governamental específica, algo que é visto, claro, com desprezo por aqueles que são da turma do “quanto pior melhor”.
Por isso que hoje, o discurso da Presidente Dilma representou um grande avanço, na luta gigantesca que terá que ser levada a cabo para, realmente, conquistar a meta de quebrar tais patentes. E foi ainda uma demonstração de que nós brasileiros estamos do lado correto da história. Do lado da justiça social e de um mundo mais digno para cada ser humano deste planeta.
Iran P. Moreira Necho




